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Revanchismo Político X Cidadania Pro Ativa


Nessa postagem quero explanar sobre a diferença entre Revanchismo Político e Cidadania Pró Ativa. São duas vertentes que estão intrinsecamente ligadas a sociedade e a política de forma geral. E se torna muito importante saber diferenciar uma da outra. Precisamos de bem mais Cidadãos Pró Ativos do que Revanchismo Político. Para que Paulínia cresça e se torne uma cidade boa de se viver.

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Por que há tanto “Revanchismo” Político?

Segundo o Dicionário Aurélio, “Revanchismo” é uma atitude agressiva, inspirada pelo desejo de revanche, de vingança. Algo bastante comum nos meios sociais e principalmente, nos bastidores do poder.

Sabemos se tratar de uma emoção negativa e danosa para a índole de nossos administradores públicos e da convivência harmônica com nossos pares, pois destoa do propósito politizante frente às inúmeras “surpresas” do cotidiano da vida pública.

Um grande filósofo, Nietzsche, tem um pensamento que representa bem esta “relação de poder”: “Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu, mas lembre-se isto terá um preço”. Assim, estas “pontes” são estágios de vida necessários ao um condicionamento emocional sustentado no equilíbrio das emoções para não por tudo a perder em virtude de temperamentos inviáveis para o objetivo pretendido resultando em “revanchismos” ou ódios desprovido de qualquer reflexão e finalidade pública.

Platão transcrevia assim o culto ao temperamento para não aflorar “revanchismos” porque não nascemos com caráter, nós o adquirimos pela educação e o reafirmamos pela prática das virtudes morais. O que se traz de nascença é o temperamento. O temperamento, então, é como o metal bruto: chumbo, ferro, prata, ouro; alguns maleáveis, outros duros. O caráter é o metal trabalhado: forjado pela educação, moldado pelo exemplo e temperado pela experiência, particularmente pelas crises.

Dick Poplin explana em seu estudo bíblico do fato de algumas pessoas se orgulharem de ser revanchistas, achando nisso resistência ou força, mas o escritor de Provérbios afirmou: “… Melhor é o corajoso do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade” (Provérbios 16:32).

Portanto, as obras dos interesses político-partidários e o fruto do Espírito social, muitas das vezes não se combinam.

Cidadania Pró Ativa

No jargão do mundo corporativo, pró-ativo é aquele sujeito que se antecipa às ordens de seu chefe. O empregado pró-ativo (ou colaborador, eufemismo que alguns insistem em usar) está atento ao seu ambiente de trabalho, aos objetivos de sua empresa e não se limita às suas próprias responsabilidades. Ele pensa, ele fala, ele age. Ele se pergunta constantemente sobre como melhorar as coisas ao seu redor e planeja as ações nesse sentido. O empregado pró-ativo é o sonho de todo empresário.

Fora do mundo corporativo o indivíduo pró-ativo é bastante raro. Nossa cultura privilegia pouco os indivíduos pró-ativos — no colégio, você certamente já hostilizou o aluno CDF que perguntava tudo o tempo todo; ele era um pró-ativo. Nossa cultura premia a preguiça e o jeitinho, o que é o mesmo que punir a pró-atividade. Numa empresa ainda há quem duvide que todos os problemas são do diretor e tenha a iniciativa de trocar uma lâmpada ou sugerir soluções simples para problemas crônicos.

Numa cidade poucas pessoas encontram motivos ou espaço para a pró-atividade; é muito mais fácil espernear do que contatar o poder público, agir por conta própria (dentro da lei, claro) e disseminar a idéia da pró-atividade entre seus amigos e colegas. É muito mais fácil ficar deitadão no sofá reclamando dos problemas da cidade do que ser um cidadão pró-ativo. Você reclama dos congestionamentos mas não é capaz de deixar o carro na garagem e usar uma bicicleta; você reclama das praias poluídas mas não é capaz de dizer para onde vai o esgoto da sua casa; você reclama de pessoas mal educadas mas não é capaz de agir com calma e civilidade quando se vê diante de um exemplar da espécie.

Por que o cidadão pró-ativo é tão raro?

Primeiro porque ele não sente sua ligação com a cidade. A cidade é para ele um corpo estranho, incompreensível, não raro uma ameaça aos seus próprios interesses, um obstáculo a ser vencido. A maioria das pessoas não vive na cidade, vive apesar da cidade — e deseja viver em outra cidade, o que é muito comum onde há mais migrantes do que nativos.

Segundo, a cidadania pró-ativa é rara também por razões culturais: as pessoas não foram habituadas a questionar as próprias atitudes e não se vêem como causa dos problemas que as atingem. Logo, elas não se verão também como solução para esses problemas. Sabe aquela frase que diz “o problema não é meu”? Ela explica muita coisa.

Terceiro, historicamente o poder público achou muito bom que as coisas tomassem esse rumo. Cidadão pró-ativos são questionadores por natureza, são politicamente ativos, discutem, perguntam, agem. Qual governo — federal, estadual ou municipal — tem interesse em ver seus atos questionados e criticados publicamente com inteligência e coesão? Para prevenir isso o poder público recorre a diversos expedientes, alguns previstos em lei, outros elaborados sub-repticiamente: impostos altos que dão a impressão de que tudo será resolvido pela prefeitura, uma burocracia exagerada demais para resolver assuntos simples e importantes, uma gorda estrutura legislativa que confunde mesmo os mais atentos, a inacessibilidade a informações e às pessoas que efetivamente tomam as decisões. A lista de obstáculos oficiais é interminável.

Eu acredito que o primeiro passo para modificar esse estado de coisas (alguém tem dúvida de que isso precisa ser modificado?) está em admitir que sim, com toda a certeza, o problema é meu — e seu e nosso. Todas as pessoas que vivem nesta cidade deslocam-se pelas ruas e avenidas, fazem compras nas lojas e mercados da cidade, usam bancos e enfrentam filas, precisam manter os filhos na escola e pagar contas, gostam de ter praias limpas para lazer e diversão, querem transparência no trato das questões públicas. Embora muitas destas coisas dependam de ações do poder público, o cidadão pró-ativo sabe que estas ações dependem de sua própria influência, de sua atenção e de seu questionamento — e por isso influencia, presta atenção, questiona e age.

Fonte; Controle Social de Sarandi | Jornal Canal Aberto


Opinião do Roger

Como puderam ver as definições e explanações do que é Revanchismo Político e Cidadania Pró Ativa existe um verdadeiro abismo de diferenças entre as duas coisas. Mas tudo isso depende de um fator mais fino do que um fio de navalha. Muitas vezes o cidadão pró ativo pode até ser confundido como revanchista. Porque o político na grande maioria das vezes não gosta de ser questionado.

Dessa forma é bom classificar que o Blog Movimento Paulínia e eu o Blogueiro Roger Dance somos Pró Ativos e queremos uma cidade melhor para se viver. Mantenho o MP no ar com minhas próprias forças e recursos e vou estar por aqui até quando DEUS permitir que eu tenha saúde para escrever e blogar. Diferente do que muitos da OPOSIÇÃO pensam não colaboro para o Revanchismo, mas cobro como cidadão aquilo que é meu por direito. Uma Paulínia melhor para todos. Independente de bandeiras e partidos.

Grande abraço e boa reflexão sobre o que se leu aqui hoje.



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Autor Roger Dance

Sou criativo, polêmico, autodidata por natureza e político por opção. Meus ideais de uma sociedade justa e igualitária estão no sangue. Sejam bem vindos a minha vida e ao mundo da informação dos bloggers.