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Chuva: São Paulo em alerta


São Paulo em alerta. Especialistas analisam os efeitos da chuva que ocorreu ontem na capital paulista

O paulistano ao mesmo tempo em que ficou contente com a chuva de ontem (8), também regastou sua preocupação com as inundações e alagamentos ocorridos em diversos pontos da cidade.

Se choveu o que era esperado em um mês em um único dia, os mananciais continuam em nível preocupante, caso do Sistema Cantareira e o Alto Tietê.

Um contracenso ou algo que se explica? Segundo o professor de Engenharia Hídrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Antonio Eduardo Giansante, a cidade foi crescendo de “costas” para suas águas.
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“Queríamos distância por causa das inundações e doenças. Impermeabilizamos o solo, diminuindo a chuva que se infiltrava e perenizava os rios, de forma que no período de estiagem os rios ficavam com menos água e mais poluídos pela falta de coleta de esgotos e água para diluí-los”.

Segundo o professor, essa água não infiltrada rapidamente chega aos rios e não recarrega mais o lençol subterrâneo, aumentando as inundações e fazendo falta no abastecendo da cidade.

A situação tornou ainda mais visível à falta de preparo do poder público no enfrentamento de emergências climáticas.

Em diversas áreas do Estado de São Paulo, incluindo a capital, mais de 60 árvores caíram, demonstrando a falta de planejamento no plantio e monitoramento adequado, agravando mais ainda a situação do paulistano que também sofreu com lentidão do trânsito.

Conforme o especialista em Ciências Ambientais, o professor da Universidade Mackenzie Campinas, Reinaldo Dias, a gestão pública tem falhado e a falta de planejamento da implantação de áreas verdes urbanas tem invertido o resultado esperado, causando danos no lugar de benefícios.

“Diversos governos têm apresentado o plantio de árvores, a ampliação da floresta urbana como ações ambientais decorrentes de uma maior responsabilidade do poder público com a sustentabilidade. No entanto, a maioria apresenta a ação como uma estratégica de marketing público, não só equivocada, como também enganosa”.

Para o professor, o plantio de árvores no espaço urbano deve ser entendido como fator importante de ação política governamental e não deve ser tratado com mero descaso.

“Vemos espécies inadequadas que foram plantadas sem planejamento e que ao se desenvolverem tornam-se ameaça para as pessoas que vivem no entorno, causando a destruição de calçamento, de fiação elétrica e prejuízos na rede de esgoto e água. O que poderia ser positivo, no caso do aumento do verde urbano, traz insegurança e tragédias que podem ocorrer devido às inevitáveis manifestações extremas do clima” - afirma.

Ainda falando sobre prevenção, o engenheiro mecânico e coordenador do curso de Engenharia da Universidade Mackenzie Campinas, Luiz Vicente Figueira de Mello, ressalta que em situações de alerta, como ocorrida ontem em São Paulo, é imprescindível que se use a tecnologia a favor.

Ele ressalta a importância da mobilização do poder público no impacto na redução de acidentes, mortes e despesas públicas.

“Há ações que podem antever, evitando que pessoas saiam de casa, da escola ou do trabalho no momento crucial de uma tempestade anunciada. Hoje se fala muito em “Smart Cities”, mas a aplicabilidade está muito aquém do esperado. Temos que seguir os bons exemplos, como o dos Estados Unidos que envia mensagens de alertas com antecipação de catástrofes, salvando vidas” – explica.



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Autor Roger Dance

Sou criativo, polêmico, autodidata por natureza e político por opção. Meus ideais de uma sociedade justa e igualitária estão no sangue. Sejam bem vindos a minha vida e ao mundo da informação dos bloggers.