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#SÉRIE - A caixa preta dos SINDICATOS (Capítulo 01)



Reportagem especial abre a caixa-preta dos sindicatos para revelar a arrecadação milionária com o imposto sindical no Espírito Santo e para mostrar o retrato dessas instituições e de seus dirigentes, alguns há quase 30 anos no poder. Série ainda apresenta casos de corrupção, fraudes e desvio de dinheiro nas instituições que deveriam defender os direitos dos trabalhadores.

(Conteúdo originalmente publicado entre os dias 1° e 5 de maio de 2016)


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O sindicalismo brasileiro, uma instituição histórica, tem se perdido em meio a uma trama de disputa por dinheiro e poder. Com caixas milionários, entidades deixam de lado a missão de intermediar interesses de patrões e trabalhadores para manter estruturas inchadas de dirigentes que se perpetuam nos cargos. Organizações encontram brechas na Constituição, que desde 1988 garante o direito à liberdade sindical, para não prestar contas à sociedade da receita com a taxação obrigatória, o imposto sindical, que em nove anos (2007 a 2015) arrecadou R$ 350 milhões no Estado.


Até o ano passado, o governo manteve guardado a sete chaves os dados financeiros do sindicalismo. São décadas de segredos em cima de instituições que movimentaram, só em 2015, R$ 3,4 bilhões no país. É nessa falta de transparência que um cenário de corrupção,  fraudes eleitorais, desvio de dinheiro público e até mortes se alastra.

Sem contar os líderes que lançam mão de estratégias para se manterem no poder por longos anos. É o caso de Zivan Roque Tavares, suspeito de montar cinco sindicatos no Estado (Sindbombeiros, Sindtter, Sindferragens, Sindmontagens e Sindprest), além de federações e central sindical. A cada vez que órgãos fiscalizadores descobrem o registro de uma instituição fantasma ligada ao dirigente, ele encontra formas de abrir outra organização – segundo apontam investigações como as realizadas pelo Ministério do Trabalho-, usando até diretores laranjas para camuflar seus esquemas.

Denúncias averiguadas pelas autoridades, algumas já na Justiça, indicam que as organizações foram constituídas para desviar a contribuição sindical e fazer cobranças proibidas pela legislação, como a venda de homologações a empresas com passivos trabalhistas.

No Estado, em 2015, o imposto sindical foi responsável por debitar de contracheques de empregados e do faturamento de empresas R$ 55,8 milhões. As quantias parecem baixas diante da receita nacional, mas são suficientes para construir  sindicatos milionários, alguns, inclusive, administrados pelos mesmos diretores há quase 30 anos.


Após levantar milhares de dados inéditos, a reportagem constatou que o imposto é apenas a ponta do iceberg de uma estrutura que encontra novas formas de tributar funcionários e empregadores para até triplicar as receitas.

Líderes sindicais também acham lacunas na lei para ampliar seus tentáculos com diversas contribuições extras, que muitas vezes o trabalhador nem mesmo sabe porque paga. No Estado, há 12 federações e 362 sindicatos, dos quais 226 representam os trabalhadores e 136 são patronais. A maioria usa a bandeira do assistencialismo para engordar a renda, mas nem sempre os serviços prometidos chegam àqueles que precisam.

REPORTAGEM: Mikaella Campos e Vilmara Fernandes
mikaella.campos@redegazeta.com.br e vfernandes@redegazeta.com.br

Fonte: Gazeta Online

Opinião do Roger:


Lendo essa série de matérias senti a responsabilidade de propagar e divulgar esses levantamentos, até mesmo para que o trabalhador de maneira geral e mais especificamente o Servidor Público de Paulínia tenha consciência de como é a máquina sindical em todo o país brasileiro.

Dessa forma devemos cobrar e estar mais atentos para que a instituição que nos representa perante o Patrão faça verdadeiramente o seu papel de maneira honesta e transparente. Depois que entrei nessa vida de dirigente sindical, pois como todos sabem sou atualmente um diretor sindical eleito, realmente muita coisa mudou dentro dos meus pensamentos.

Sindicato tem de ser do trabalhador para o trabalhador, tem de ser neutro nas questões políticas partidárias. Tem de receber a contribuição sindical que o trabalhador quiser pagar e não ser imposta de maneira obrigatória, como é hoje, pagar um dia de trabalho.

Hoje o que vejo é que o Servidor Público NÃO tem uma REPRESENTATIVIDADE verdadeira. Podem dizer o que quiserem, mas eu não mudo meu pensamento nesse quesito.O assunto é complexo e aos poucos quem for acompanhando a série de postagens: "A caixa preta dos SINDICATOS" vai entender o porque falo que hoje temos um sindicato fraco perante os poderes.

Sempre salientando que não sou contra nossa instituição sindical, mas sim a forma que vem sendo conduzida. E se preciso for o sacrifício para defender aquilo que acredito, que assim o seja. Mas deitar a cabeça no travesseiro de forma tranquila não tem preço.
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Quanto mais perseguido eu for, mais forte e combativo ficarei. Pois construo pontes e castelos com as pedras que são atiradas em mim e NÃO construo muros. Muros dividem as pessoas, eu prefiro pontes para chegar mais perto e castelos para abrigar os necessitados.

By Roger Dance




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Autor Roger Dance

Sou criativo, polêmico, autodidata por natureza e político por opção. Meus ideais de uma sociedade justa e igualitária estão no sangue. Sejam bem vindos a minha vida e ao mundo da informação dos bloggers.